Frota brasileira chega a 38,4 milhões de motos e a escolha do modelo mudou de critério

A moto deixou de ser plano B no trânsito e virou estrutura da mobilidade nacional. Com a frota crescendo quase 47% em uma década, a pergunta na hora da compra não é mais “qual cabe no bolso”, mas “qual cabe na rotina”.

Quem sai de casa todo dia já percebeu: a moto não é mais só um jeito de escapar do trânsito ou economizar no fim do mês, ela está na rotina de quem vai trabalhar, de quem estuda, de quem faz entregas e de quem simplesmente precisa se mover mais rápido pela cidade.

Os números mostram o tamanho dessa mudança.

Segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), o Brasil chegou a 38,4 milhões de motocicletas em circulação em junho de 2026, um crescimento de 46,8% em dez anos.

O número de condutores acompanhou o movimento: as habilitações na categoria A saltaram de 30,7 milhões para 42,7 milhões no mesmo período.

E o avanço não vem só do acúmulo de anos anteriores. Dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram 1,174 milhão de motocicletas emplacadas apenas no primeiro semestre de 2026, alta de 14,1% sobre o mesmo período de 2025 e recorde histórico para a primeira metade do ano. Em julho, outras 199 mil motos foram licenciadas, levando o acumulado dos sete primeiros meses a cerca de 1,37 milhão de unidades.

Por trás desse ritmo existe uma mudança de papel. Se antes a moto era vista principalmente como transporte individual, hoje ela também é ferramenta de trabalho para entregadores, autônomos e todo mundo que depende de deslocamento constante para fechar o dia.

Um mercado que se adapta a diferentes perfis de uso

Com o mercado maior, a oferta se diversificou, e a decisão de compra deixou de girar só em torno de preço e cilindrada. Hoje ela começa por uma pergunta mais prática: para que essa moto vai servir?

Para quem roda majoritariamente na cidade, peso reduzido, facilidade de pilotagem, economia de combustível e agilidade pesam mais na escolha, sobretudo em trajetos com trânsito parado e paradas frequentes.

Para quem combina uso urbano com trechos mais longos, a conta muda: potência, relação de transmissão, autonomia, estabilidade e capacidade do tanque ganham relevância.

O tipo de via percorrida também interfere. Rua esburacada e estrada de terra pedem maior distância livre do solo e suspensão preparada para o terreno, um critério que costuma entrar no radar só depois da primeira vez que o piloto pega um trecho ruim.

As motos de 125 cm³ seguem fortes no uso urbano: leveza, economia e facilidade de condução para trajetos curtos e médios do dia a dia. É a proposta da AZ125 Alfa, modelo de entrada da Avelloz.

Já a faixa de 160 cm³ equilibra desempenho e versatilidade, entregando mais potência sem perder as vantagens do uso na cidade. A AZ160 Xtreme trabalha nessa régua: motor de 160 cm³, 12,3 cv de potência, câmbio de cinco marchas, tanque de 13 litros e 270 mm de distância livre do solo, número que responde justamente à questão do piso irregular.

Juntas, as duas mostram como a Avelloz atende perfis diferentes dentro de um mercado em expansão.

No fim, quem decide é a rotina

Distância percorrida por dia, condição das vias, posição de pilotagem, autonomia necessária e peso a carregar: tudo isso entra na conta antes da cilindrada.

Quem roda pouco e principalmente na cidade tende a se beneficiar de uma moto mais leve e econômica. Quem passa horas sobre duas rodas, ou alterna entre cidade e estrada, deve priorizar conforto, autonomia e desempenho.

O crescimento contínuo da frota confirma o que já se vê na rua: a motocicleta não é mais uma alternativa ao carro ou ao transporte público — ela é parte da rotina de milhões de brasileiros. E a variedade cada vez maior de modelos no mercado é reflexo direto disso.

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